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Sentado na Faixa Branca

Zoopark

Sidia Na Beloj Polose

Menia sprosili, chto proiskhodit so mnoj,
I ia ne znal, chto skazat' v otvet.
Skoree vsego - prosto nichego.
Peremen, vo vsiakom raze, net.

Mne, pravo, nedurno zhivetsia,
Khotia ia zhivu ne kak vse.
Ia udobno obitaiu posredine dorogi,
Sidia na beloj polose.

Mashina obgoniaet mashinu,
I kazhdyj speshit po delam.
Vse chto-to prodaiut, vse chto-to pokupaiut,
Postoianno sporia po pustiakam.

A ia vstrechaiu voskhod i provozhaiu zakat.
Ia vizhu mir vo vsej ego krase.
Mne nravitsia zhit' posredine dorogi,
Sidia na beloj polose.

Ia khotel by stat' rekoiu, prekrasnoj rekoiu.
I tech' tuda, kuda ia khochu.
Vozmozhno, ehto pokazhetsia strannym,
No pover'te - ia ne shuchu.

No ia gorodskoj rebenok,
A reki zdes' odety v granit.
Ia liubliu prirodu, no mne bol'she po nravu
Urbanisticheskij vid.

Ia nichego ne imeiu protiv togo,
Chtob probezhat'sia bosikom po rose.
No ia zhivu zdes', dysha parami benzina,
Sidia na beloj polose.

Ia khotel by stat' sadom, prekrasnym sadom,
I rasti tak, kak ia khochu.
Vozmozhno, ehto prozvuchit zabavno,
No pover'te - ia ne shuchu.

No pri kazhdom sade est' svoj sadovnik,
Ego rabota - polot' i strich'.
Rabota prekrasna i dazhe bezopasna,
No zhelaemogo trudno dostich'.

A ia dovolen liuboj pogodoj,
Ia schastliv solntsu, i ia rad groze.
I ia zhivu tak, kak mne zhivetsia,
Sidia na beloj polose.

Mne nedostupna vsia vasha speshka,
Mne neponiaten vash azhiotazh.
Ia ne vizhu prichin suetit'sia.
Ia ne znaiu, zachem vkhodit' v razh.
I ia nadeius' zhit' zdes' vechno,
A net - tak pochit' v boze
Priamo zdes'?
Priamo zdes'! Na ehtom samom meste -
Sidia na beloj polose.

Sentado na Faixa Branca

Menina, perguntaram o que tá acontecendo comigo,
E eu não sabia o que responder.
Provavelmente - só não tem nada.
Mudanças, de qualquer jeito, não rolam.

Pra ser sincero, tô vivendo bem,
Embora eu viva diferente da maioria.
Eu me sinto confortável no meio da estrada,
Sentado na faixa branca.

Carro ultrapassa carro,
E cada um tá correndo pra resolver.
Todo mundo tá vendendo, todo mundo tá comprando,
Sempre brigando nas estradas.

E eu vejo o sol nascer e me despeço do pôr.
Eu vejo o mundo em toda sua beleza.
Eu gosto de viver no meio da estrada,
Sentado na faixa branca.

Eu queria ser um rio, um lindo rio.
E fluir pra onde eu quiser.
Talvez isso pareça estranho,
Mas acreditem - eu não tô brincando.

Mas eu sou um garoto da cidade,
E os rios aqui estão vestidos de granito.
Eu amo a natureza, mas prefiro
A vista urbanizada.

Eu não tenho nada contra
Correr descalço pela grama molhada.
Mas eu vivo aqui, respiro fumaça de gasolina,
Sentado na faixa branca.

Eu queria ser um jardim, um lindo jardim,
E crescer do jeito que eu quiser.
Talvez isso soe engraçado,
Mas acreditem - eu não tô brincando.

Mas em cada jardim tem seu jardineiro,
O trabalho dele é podar e aparar.
O trabalho é lindo e até seguro,
Mas é difícil alcançar o que se deseja.

E eu fico feliz com qualquer clima,
Eu sou feliz com o sol, e eu gosto da tempestade.
E eu vivo do jeito que eu consigo,
Sentado na faixa branca.

Eu não entendo toda a sua pressa,
Eu não entendo sua agitação.
Eu não vejo razão pra se apressar.
Eu não sei por que entrar na correria.
E eu espero viver aqui pra sempre,
Se não - que seja, que Deus
Bem aqui?
Bem aqui! Neste mesmo lugar -
Sentado na faixa branca.

Composição: