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Minha Doce N

Zoopark

Sladkaia N

Ia prosnulsia dnem odetym, v kresle,
V svoej kamorke sred' znakomykh sten.
Ia zhdal tebia do utra, interesno, gde
Ty provela ehtu noch'?
Moia sladkaia N.

I koe-kak ia umylsia i pochistil zuby,
I, podumav, ia reshil, chto brit'sia mne len'.
Ia vyshel i poshel kuda gliadeli glaza
Blago bylo svetlo, blago byl uzhe den'.
I na mostu ia vstretil cheloveka,
I on skazal mne, chto on znaet menia,
I u nego byl rubl' i u menia - chetyre.
Vsviazi s ehtim my kupili tri butylki vina.
I on privel menia v prestrannye gosti:
Tam vse sideli za nakrytym stolom,
Tam pili portvejn, tam igrali v kosti,
I tantsevali tak, chto triassia ves' dom.
Vse bylo tak, kak byvaet v mansardakh,
Iz dvukh kolonok donosilsia Bakh,
I kazhdyj dumal o svoem -
Kto o shesti milliardakh,
A kto vsego lish' o piati rubliakh.
I kto-to, kak vsegda, nes mne chush' o tarelkakh,
I kto-to, kak vsegda, propovedoval dzen,
A ia sidel v uglu i tupo dumal, s kem i gde
Ty provela ehtu noch',
Moia sladkaia N.

Ne prinimaia uchastiia v obshchem vesel'e,
Ia zabilsia v kreslo i potiagival rom.
A liudi prikhodili i opiat' ukhodili,
I opiat' posylali gontsov v gastronom.
I damy byli dovol'no liubezny,
I odna iz nikh pytalas' zakhvatit' menia v plen,
A ia molchal pen' pnem i tupo dumal - s kem i gde
Ty provela ehtu noch',
Moia sladkaia N.

I ia byl zol na sebia,
I ia byl zol na vecher,
I, k tomu zhe, s trudom otyskal svoj sapog.
I khotia menia tak prosili ostat'sia,
Ia reshil ujti, khotia ostat'sia mog.
I kogda ia vernulsia domoj, ty spala,
No ia ne stal tebia budit' i ustraivat' stsen.
Ia podumal: "Tak li ehto vazhno, s kem i gde
Ty provela ehtu noch', Moia sladkaia N."

Minha Doce N

Eu acordei de manhã vestido, na cadeira,
Na minha sala entre paredes conhecidas.
Esperei por você até o amanhecer, curioso, onde
Você passou a noite?
Minha doce N.

E de qualquer jeito eu me lavei e escovei os dentes,
E, pensando, decidi que me dava preguiça de me barbear.
Saí e fui aonde os olhos olhavam
Graças a Deus já estava claro, graças a Deus já era dia.
E na ponte encontrei um homem,
E ele me disse que me conhecia,
E ele tinha um rublo e eu tinha quatro.
Com isso compramos três garrafas de vinho.
E ele me levou a uma festa estranha:
Lá todos estavam sentados à mesa posta,
Lá bebiam vinho do Porto, lá jogavam dados,
E dançavam de um jeito que a casa inteira tremia.
Tudo era como costuma ser nos sótãos,
De duas caixinhas vinha o som de Baco,
E cada um pensava em sua vida -
Quem em seis bilhões,
E quem só em cinco rublos.
E alguém, como sempre, me trouxe um papo furado sobre pratos,
E alguém, como sempre, pregava o zen,
E eu estava sentado no canto e pensava sem parar, com quem e onde
Você passou a noite?
Minha doce N.

Não participando da alegria geral,
Eu me afundei na cadeira e puxei um rum.
As pessoas vinham e iam de novo,
E de novo mandavam mensageiros ao mercado.
E as damas estavam bem afáveis,
E uma delas tentou me aprisionar,
Mas eu fiquei em silêncio, pensando sem parar - com quem e onde
Você passou a noite?
Minha doce N.

E eu estava bravo comigo mesmo,
E eu estava bravo com a noite,
E, além disso, tive dificuldade para encontrar minha bota.
E embora me pedissem tanto para ficar,
Eu decidi ir embora, embora pudesse ficar.
E quando voltei para casa, você dormia,
Mas eu não quis te acordar e armar uma cena.
Pensei: "É tão importante assim, com quem e onde
Você passou a noite, minha doce N."

Composição: