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Telefonema ao Diabo

Zoroastro

Letra

    Gotas de sangue na areia nas touradas de madri
    Na rinha do meu compadre morre o galo e o povo ri
    Depois pedem ao padre "cirço" pra que a seca tenha fim

    Maltratando a natureza, castigando os animais
    Os dejetos desumanos lutam pelo fim da paz
    Se julgam superiores aos capetas canibais

    Desde quando o mundo é mundo o imundo se firmou
    Comendo pelas beiradas o cordeiro devorou
    Ainda pregam nas igrejas: o sacrifício acabou

    A mentira faz-me rir, a mentira faz-me rir } bis

    Que bando desnaturado, que falta de coração
    Que traveste a verdadse, que mutila a criação
    Para se assegurar se utilizam do canhão

    E juram por deus em vão, e juram por deus em vão } bis

    Telefonei pra o diabo e pedi a explicação
    Ele disse óh seu moço eu não tenho culpa não
    Quando deus criou adão sabia tudo de antemão

    Eu fiquei muito afamado, em bode me transformei
    Para assumir todos pecados dos vilões, fora da lei
    Estou pagando o pato por fatos que eu nem sei

    O covarde que aqui chega logo tem decepção
    Pois aqui ele não pode usar armas e traição
    Senão lhe mando de volta ao mundo de perdição

    Mas não digo que sou bom, mas não digo que sou bom } bis

    Se voce tá duvidando eu posso lhe garantir
    Encrenqueiro aqui não entra a não ser pra divertir
    Se algum dia ele brigar lhe corto os bagos só pra rir,
    Ha, ha, ha,, ha, ha, ha, ha, ha

    Quero só me divertir, quero só me divertir }bis

    Agora vê se não me vexe, eu não sou a tentação
    Tenho pena dos coitados que acreditam na lição
    Porque mesmo no inferno não há tanta maldição

    Também sou cria de deus e não faço distinção
    Já estou de saco cheio de ter que dar explicação
    Mas se tudo dá errado a culpa sempre é do cão

    Lembrei-me de outra coisa, um conselho eu vou dar
    Nem tudo está perdido, na terra tem bom lugar
    Fique longe da caterva, se dedique ao seu lar

    Se dedique ao seu lar, se dedique ao seu lar }bis

    Seu moço eu vou desligar, nunca mais ligue a cobrar
    As tarifas no inferno estão pra lá de bogotá
    Tenho que cuidar da festa que o forró já vai rolar

    O forró já vai rolar, o forró já vai rolar (4 vezes)

    Declamado: "o invejoso que aqui entra sempre sofre de montão. no objeto da cobição não lhe deixo por as mãos, mas minha (sua) pena é mais leve do que no código de talião".

    Composição: Paulo Freitas Bittencourt Vieira Zoroastro. Essa informação está errada? Nos avise.

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