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Canção Agalopada

Zoroastro

Letra

    Foi o tempo em que o tempo não esquece
    Que os trovões eram roucos de se ouvir
    Todo céu começou a se abrir
    Numa fenda de fogo que aparece
    O poeta inicia a sua prece
    Ponteando em cordas e lamentos
    Escrevendo os seus novos mandamentos
    Na fronteira de um mundo alucinado
    Cavalgando em martelo agalopado
    E viajando com loucos pensamentos
    Cavalgando em martelo agalopado
    E viajando com loucos pensamentos

    Sete botas pisaram no telhado
    Sete léguas comeram-se assim
    Sete quedas de lava e de marfim
    Sete copos de sangue derramado
    Sete facas de fio amolado
    Sete olhos atentos encerrei
    Sete vezes eu me ajoelhei
    Na presença de um ser iluminado
    Como um cego fiquei tão ofuscado
    Ante o brilho dos olhos que olhei
    Como um cego fiquei tão ofuscado
    Ante o brilho dos olhos que olhei

    Pode ser que ninguém me compreenda
    Quando digo que sou visionário
    Pode a bíblia ser um dicionário
    Pode tudo ser uma refazenda
    Mas a mente talvez não me atenda
    Se eu quiser novamente retornar
    Para o mundo de leis me obrigar
    A lutar pelo erro do engano
    Eu prefiro um galope soberano
    À loucura do mundo me entregar
    Eu prefiro um galope soberano
    À loucura do mundo me entregar


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