Oko Dybuka
Chadzal do mnie Jasiu, a jam go czekala.
Witalam go w ciemna noc , z ranka wyganialam.
Cielsko lodowate stoi popod lasem.
Lypie wokól okiem krwawo zezowatym.
Nie zobaczy kochanek, biegnie jak kon raczy.
Tego kto pieszczotami dzisiaj go uraczy... aaaaa!!!!!
Gdy nocka ciemna, Jas do Kasi gna.
Od nocy do ranka czekam na kochanka.
Na mojego Janka, mojego milego.
Od nocy do ranka czekam na kochanka.
Na mojego Janka, a tu nie ma go.
Ze on do niej chadzal o calusy prosil
Bedzie go po lesie czarny Dybuk nosil.
Ze on do niej przychodzil, prosil o calusy.
Bedzie teraz na nim sie krucze stado tuczyc.
Gdy zdusze dybucze obdziera ze skóry
Nie dla niego usta twe, lecz wilcze pazury.
Kiedy zdusze dybucze cialo jego wlóczy.
Nie dla niego usta Twe, ale dzioby krucze.
Oko Dybuka duszeczki szuka.
Choc mi lamie kosci, choc mi parzy skóre.
Zem do ciebie w gosci chadzal - nie zaluje.
A ty po mnie nie placz, glosu serca sluchaj.
Duchem do cie przyjde znów..... choc w ciele Dybuka...
Olho do Dybuk
Chama por mim, Jasiu, e eu esperei por você.
Te recebi na noite escura, de manhã eu te expulsei.
Corpo gelado fica ali sob a floresta.
Olho sanguinário e vesgo ronda a festa.
Não verá o amante, corre como um cavalo.
Aquele que hoje vai te dar carinho... aaaaa!!!!!
Quando a noite é escura, Jas corre pra Kasi.
De noite até de manhã, espero pelo amante.
Pelo meu Janka, meu querido.
De noite até de manhã, espero pelo amante.
Pelo meu Janka, e ele não aparece.
Pois ele ia até ela, pedia por beijos.
Um Dybuk negro vai carregá-lo pelos caminhos.
Pois ele vinha até ela, pedia por beijos.
Agora vai ser um bando de corvos que vai se alimentar dele.
Quando eu sufocar, o Dybuk arranca a pele.
Não são teus lábios que ele quer, mas garras de lobo.
Quando eu sufocar, o Dybuk arrasta seu corpo.
Não são teus lábios que ele quer, mas bicos de corvo.
Olho do Dybuk busca as almas.
Embora quebre meus ossos, embora queime minha pele.
Se eu andei até você - não me arrependo.
E não chore por mim, ouça a voz do coração.
Voltarei a você em espírito... mesmo no corpo do Dybuk...
Composição: R. Wasilewski