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Smidryga e Midryga

Zywiolak

Smidryga i Midryga

To nie konie tak cwaluja, uszami nie strzyga.
Jeno tancza dwa opoje Smidryga z Midryga.

I nie steka tak stodola ,cepów bijakami
Jak ta laka zgana stopa jako kulakami.

Doskoczyla ich na sloncu Poludnica blada.
I Smidrydze i Midrydze i tancowi rada.

Zagladala im do oczu chciwie jak do zlobu.
Który w tancu mnie wyhula , bom jedna dla obu.

Porwali ja za dlon jedna ,porwali za druga.
Obu musisz nam wystarczyc - skapico dziewczuro.

Rozdwoili ja po równo, rozczepili zwawo.
Na dwie dziewki, na siostrzane - na lewa i prawa.

Wiec Smidryga plasal z prawa, a Midryga z lewa.
Ten obcasem kurz zamiatal, a tamten cholewa.

Tancowali z nia do zdechu i az do upasci.
Az umarla jednoczesnie we dwojej postaci.

W dwóch ja trumnach pochowali , ale w jednym grobie.
Ale huczy ziemne echo - tancza trumny obie.

Az sie kreci z nimi razem smierc w skocznych lamentach.
Az sie wnetrznosciami rusza przerazony cmentarz.

Pomacila im sie w glowach wiedza ta pomglona.
Gdzie jest prawa strona swiata, a gdzie lewa strona.

W jakiej trumnie lewa dziewka, w jakiej prawa lezy.
I która z nich i do kogo po smierci nalezy.

Oblakani nad przepascia poklekali wzajem.
I na kleczkach zatanczyli nad przepasci skrajem.

Porazeni mrokiem trumien, jak dwa bledne wióry.
W otchlan smierci powpadali nogami do góry.

Smidryga e Midryga

Não são cavalos que galopam, nem balançam as orelhas.
Só dançam dois rapazes, Smidryga e Midryga.

E não estala tanto o celeiro, nem com os porretes
Como essa grama que se arrasta, como se fosse com as patas.

A Morte pálida os alcançou sob o sol.
E Smidryga e Midryga dançaram com alegria.

Ela olhava nos olhos deles, faminta como um lobo.
Quem me faz dançar, pois sou uma só para ambos.

Eles a agarraram pela mão, uma de cada lado.
"Você tem que nos bastar - garota mesquinha."

Dividiram-na ao meio, separaram-na ligeiro.
Em duas moças, irmãs - uma à esquerda e outra à direita.

Então Smidryga dançava à direita, e Midryga à esquerda.
Um varria a poeira com o calcanhar, o outro com a bota.

Dançaram com ela até a morte e até a queda.
Até que ela morreu ao mesmo tempo em suas duas formas.

A enterraram em dois caixões, mas em um só túmulo.
Mas ecoa a terra - dançam os caixões ambos.

Até que a morte gira com eles em lamentos saltitantes.
Até que o cemitério se agita, aterrorizado por dentro.

Aquela sabedoria confusa lhes deu na cabeça.
Onde está o lado direito do mundo, e onde o lado esquerdo.

Em qual caixão a moça da esquerda, em qual a da direita está.
E qual delas pertence a quem após a morte.

Atordoados à beira do abismo, ajoelharam-se um ao outro.
E de joelhos dançaram à beira do abismo.

Atordoados pela escuridão dos caixões, como dois fracos fiapos.
Cairam no abismo da morte, de pernas para cima.

Composição: R. Jaworski, Boleslaw Lesmian