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A Cara de Angola

12 FUROS

Resiliência e crítica social em "A Cara de Angola"

Em "A Cara de Angola", 12 FUROS utiliza a ironia para retratar o cotidiano de sofrimento e injustiça nas periferias angolanas, sem perder o senso de humor. Isso fica claro em versos como “É pra chorar, mas um gajo tá rir / Porque no gueto tamo a viver assim”, que mostram a resiliência dos angolanos diante das adversidades. O uso de expressões em kimbundu e gírias locais, como “Mango ma moni kanga” e “bwe wy”, valoriza a identidade cultural e aproxima a música da realidade das comunidades retratadas.

A letra faz uso de metáforas do futebol, como “no gueto te fazem pênalti e o teu inimigo vem te marcar golo”, para ilustrar injustiças e traições comuns no dia a dia das classes marginalizadas. Esse recurso, frequente na obra de 12 FUROS, facilita a identificação do público local com as situações descritas. A música também aborda a violência policial e a criminalização dos inocentes, como nos versos “me meteram algema / Me apontaram pistola na cabeça / Me incalotaram na bagaz dum jimmy / E mesmo inocentado eu fui parar na sela”, refletindo temas sensíveis da realidade angolana.

Apesar do tom crítico, a canção traz esperança e determinação, como em “Quero vencer, por isso eu luto tanto / Quero um sorriso na cara dos mano / Vou devagar, o Pai guia o caminho”. Assim, "A Cara de Angola" se destaca como um retrato honesto das dores, contradições e sonhos do povo angolano, mostrando que, mesmo diante das dificuldades, a busca por dignidade e felicidade continua.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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