
Vida de Um Segurança
12 FUROS
Desigualdade e sacrifício em "Vida de Um Segurança"
"Vida de Um Segurança", do 12 FUROS, retrata de forma direta a dura rotina dos seguranças em Angola, destacando o risco constante, a falta de reconhecimento e o sacrifício invisível desses profissionais. A letra evidencia a inversão de papéis vivida por esses trabalhadores, que deixam suas próprias famílias desamparadas para proteger as de outras pessoas. O verso “Deixo a minha família em casa a passar fome / Pra ir proteger a do outro” resume esse paradoxo, mostrando como a desigualdade social e a desvalorização do trabalho impactam suas vidas.
A música também denuncia a exploração, ao relatar que os seguranças são obrigados a realizar tarefas que vão além de suas funções, como “lavar carro”, “descarregar as compras” e “deitar lixo”. Termos como “esculacho” e a comparação com um “escravo na madrugada fria” reforçam o sentimento de indignação e abandono. O artista ainda destaca a precariedade das condições de trabalho, mencionando atrasos salariais de até cinco meses e a falta de respeito dos patrões e seus filhos. O refrão “Sujeito a morrer, sujeito a matar / Essa é a vida de um segurança” sintetiza o ciclo de risco e invisibilidade, mostrando que, mesmo sendo essenciais para a segurança de outros, esses trabalhadores seguem à margem, sustentando suas famílias com muito sacrifício e pouca recompensa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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