
Solitária
A Banda Mais Bonita da Cidade
Ironia e ruptura no cotidiano em “Solitária”
Em “Solitária”, A Banda Mais Bonita da Cidade utiliza ironia e sarcasmo para abordar o esgotamento emocional de quem decide romper com um relacionamento abusivo ou negligente. O nome da cidade fictícia para onde a narradora foge transforma a solidão em um destino inevitável, já sugerindo o tom da música. A letra é direta e confessional, como em “Cansei de ser joguete, cacete / Cansei de ser tão maltratada”, deixando claro o cansaço diante do sofrimento. Detalhes do cotidiano, como “deixar bife e arroz no microondas” e a aliança para “pagar as contas”, reforçam o contraste entre a rotina banal e a decisão drástica de partir.
A música também traz imagens fortes, como “ficar bêbada de querosene”, “raspar os cabelos até perder a cabeça” e “cometer harakiri”. Essas frases sugerem autodestruição, mas funcionam principalmente como metáforas para o desejo de apagar a própria identidade e romper com o passado. O videoclipe, gravado em uma construção abandonada, reforça visualmente o sentimento de abandono e melancolia. A menção ao “guitarrista do Iron Maiden” ironiza a ideia de invulnerabilidade, mostrando que até quem parece forte pode se ferir. Nas apresentações ao vivo, a participação de uma menina da plateia na parte teatral da música adiciona um tom performático e quase tragicômico à narrativa. Assim, “Solitária” mistura confissão, ironia e exagero para retratar o fim de um ciclo de sofrimento, sem perder o olhar crítico sobre o absurdo do cotidiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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