
Aba Reta
A Bronkka
Identidade periférica e resistência em “Aba Reta” de A Bronkka
A música “Aba Reta”, do grupo A Bronkka, faz uma crítica direta ao preconceito que associa a estética periférica, como bonés de aba reta e bermudões, à criminalidade. A letra transforma esses elementos do vestuário em símbolos de resistência e orgulho cultural, denunciando o julgamento superficial baseado apenas na aparência. O verso “O que é que aba reta tem haver com ser ladrão” questiona o estereótipo que marginaliza jovens da periferia por seu modo de se vestir, enquanto “meu caráter anda comigo / quem vê cara não vê coração” reforça que a essência de uma pessoa não pode ser reduzida à sua imagem externa.
A canção reflete a realidade de jovens das comunidades de Salvador, onde o pagode baiano é usado como forma de protesto e afirmação de identidade. Referências a marcas populares, como em “Coloquei minha Cyclone e a Kenner no pé, ou pega segura que é da ralé”, mostram como itens acessíveis marcam pertencimento, mas também são alvo de discriminação. A música ainda expõe a hipocrisia social ao comparar o tratamento dado a quem usa “aba reta e bermudão” com quem está “de terno e paletó”, questionando por que a aparência formal é vista como sinal de honestidade. Ao final, o verso “Preconceito gera violência se ligue na ideia negão!” resume o protesto e alerta para as consequências do julgamento injusto, tornando a faixa um manifesto contra a criminalização da cultura periférica e um apelo por respeito.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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