
Beleza Pura
A Cor do Som
Orgulho e ancestralidade negra em “Beleza Pura”
Em “Beleza Pura”, do grupo A Cor do Som, a repetição da frase “dinheiro não” destaca uma inversão de valores: para os personagens da música, o que realmente importa não é a riqueza material, mas sim a beleza, a cultura e a identidade afro-brasileira. A letra valoriza explicitamente a pele escura, a “carne dura” e a elegância das pessoas negras, mostrando que esses atributos são mais preciosos do que qualquer bem financeiro. Essa valorização está ligada ao contexto histórico e social de Salvador, com menções a bairros como Curuzu, Federação e Boca do Rio, reconhecidos como centros de resistência e celebração da cultura negra.
A música também faz referência aos blocos afro Ilê Aiyê e Filhos de Gandhy, reforçando o orgulho e a sofisticação das tradições afro-brasileiras. Ao citar o cuidado com o cabelo, as tranças, as conchas do mar e os turbantes, a canção exalta a riqueza dos detalhes e dos rituais de beleza, mostrando que a verdadeira elegância está na autenticidade e na ancestralidade. O trecho “dentro daquele turbante do filho de Gandhi (é o que há) / tudo é chique demais, tudo é muito elegante” evidencia como esses símbolos culturais são vistos como expressão máxima de beleza e dignidade. Assim, “Beleza Pura” celebra a autoestima, a força e a alegria da cultura negra, deixando claro que o dinheiro não compra o que há de mais valioso: a identidade e a beleza de um povo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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