
Brinquedo Assassino
A Familia
A violência e a exclusão em “Brinquedo Assassino” de A Familia
Em “Brinquedo Assassino”, o grupo A Familia utiliza a imagem da arma de fogo como um símbolo marcante da perda da inocência e da realidade brutal enfrentada por muitos jovens das periferias brasileiras. A música transforma o que deveria ser um brinquedo infantil em um instrumento de morte, mostrando como a violência se infiltra desde cedo na vida de quem cresce em ambientes marcados pela pobreza e pela falta de oportunidades. A letra narra a trajetória de um jovem que, sem apoio familiar e vivendo na miséria, acaba sendo empurrado para o crime: “Vim de uma família desestruturada / Que a fome fez da mãe de um homem uma empregada / Pro boy pisar, me enfurecer, me enlouquecer”.
A canção não romantiza a criminalidade, mas expõe de forma direta o ciclo de violência e exclusão social. O refrão “Brinquedo assassino não sai da minha mente... / Era de ferro, com doze balas no pente” mostra como a arma se torna uma obsessão e um trauma constante. O momento em que o personagem é baleado e fica paraplégico, seguido pela reflexão sobre sonhos perdidos — “Se eu tivesse tido chance seria jogador / Cantor de rap pra expressar minha dor” — aprofunda o sentimento de impotência diante da falta de alternativas. O desabafo final conecta a história individual à proposta do grupo A Familia de dar voz a essas vivências, tornando a música um retrato realista das consequências da exclusão e da violência urbana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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