
Goza Em Cima do Meu Cu
A Travestis
Corpo e resistência em “Goza Em Cima do Meu Cu”
A música “Goza Em Cima do Meu Cu”, de A Travestis, utiliza a repetição explícita do refrão como uma forma de afirmação e resistência. No contexto do pagodão baiano, a sexualidade é usada para desafiar normas sociais e dar visibilidade a corpos e desejos marginalizados, especialmente de pessoas trans e travestis. Ao adotar uma linguagem considerada vulgar, o grupo transforma o estigma em símbolo de orgulho, subvertendo preconceitos e enfrentando a opressão que essas identidades sofrem no Brasil.
A letra faz referência direta à vivência da prostituição, como em “Eu sou prostituta, não aceito opressão”, e à hostilidade social, evidenciada em “Pro bonde das travestis eles levantam o AK”. Esses versos mostram tanto o risco constante de violência quanto a força coletiva e a irreverência como estratégias de sobrevivência. Expressões como “acendi um baseado na frente do paredão” e “faz o quadradinho, te deixa instigado” reforçam o clima de festa, liberdade e desafio. Já “joga essa rabeta no bico do AK” mistura duplo sentido sexual com referência à arma, simbolizando desejo e ameaça. Assim, a música se apresenta como um manifesto de empoderamento, onde corpo e prazer são reivindicados como territórios de luta e celebração.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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