
A Lua
Abadá Capoeira
Tradição e ancestralidade em "A Lua" de Abadá Capoeira
Em "A Lua", do grupo Abadá Capoeira, a letra faz uma analogia entre a busca pela madeira ideal para o berimbau e a procura por amizades verdadeiras. O verso “Madeira boa é como amizade / Mas é difícil de se encontrar” destaca como tanto o material perfeito quanto os laços humanos genuínos são raros e valiosos. O trecho “Vou esperar a lua voltar” vai além de uma simples referência ao ciclo lunar: ele simboliza o respeito aos ritmos naturais e à sabedoria passada de geração em geração, reforçando a ligação entre o capoeirista, a natureza e a ancestralidade.
A música detalha o processo de escolha da madeira, citando árvores como Ipê, Pau Pereira, Jequitibá, Maçaranduba e Guatambu, e valoriza o conhecimento tradicional transmitido por mestres como Mestre Bimba. Ao mencionar o "Ungo" e o dialeto "Umbundo", a canção conecta o berimbau às suas raízes africanas, mostrando como o instrumento carrega uma herança cultural profunda, trazida para o Brasil e incorporada à capoeira.
As fases da lua também têm papel importante: a lua cheia é indicada para colher frutos, enquanto a minguante é o momento certo para cortar madeira. Isso reforça a ideia de que tanto a capoeira quanto a vida exigem paciência, respeito ao tempo e sintonia com a natureza. "A Lua" celebra o artesanato, a tradição, a espiritualidade e o valor dos relacionamentos, resumindo o espírito da capoeira em uma atmosfera de respeito e contemplação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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