
Mainhá
Abadá Capoeira
Espiritualidade e ancestralidade em "Mainhá" de Abadá Capoeira
A música "Mainhá", do grupo Abadá Capoeira, destaca a forte ligação entre a figura materna, a espiritualidade e a tradição afro-brasileira. Logo no início, ao evocar "Mainhá", a canção faz referência tanto à mãe biológica quanto a Iemanjá, orixá das águas, símbolo de proteção e maternidade. O trecho “É madrugada eu vou pro mar / Navegando pro horizonte / No reino de lemanjá” mostra o capoeirista enfrentando o desconhecido, guiado pela fé e pela ancestralidade, elementos essenciais na capoeira e na cultura afro-brasileira.
A letra também aborda o ritual de preparação do capoeirista: “O mandingueiro / Que chegou de velejar / Pede licença pro Mestre / Reza prá seu Orixá”. Esse momento representa o respeito à hierarquia da capoeira e a busca por proteção espiritual antes de entrar na roda. O mar, descrito como um lugar de "tempestade sem parar" e "mistério", simboliza os desafios da vida e do jogo de capoeira, onde é preciso habilidade, mandinga e fé para superar obstáculos. A presença do berimbau, instrumento central da capoeira, marca o início do jogo e reforça a importância do ritual e da musicalidade. "Mainhá" celebra a jornada do capoeirista, unindo tradição, espiritualidade e resistência cultural, enquanto exalta a força protetora das mães e dos orixás.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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