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De puro curda

Abel Aznar

Autonomia e orgulho masculino em "De puro curda"

"De puro curda", de Abel Aznar, rompe com o clichê do tango em que o homem recorre à bebida para esquecer desilusões amorosas. O protagonista deixa claro que bebe por vontade própria, sem precisar de motivos sentimentais: “yo tomo porque sí... ¡de puro curda!” (eu bebo porque sim... só por ser bêbado!). O uso da palavra "curda", típica do lunfardo, reforça o tom autêntico e popular da letra, mostrando orgulho em sua escolha.

A letra adota um tom direto e desafiador, característica marcante do estilo de Abel Aznar, que frequentemente aborda temas ligados à honra e masculinidade. O personagem rejeita julgamentos e afirma que sua conduta não compromete sua dignidade: “no pierdo mi hombría ni enturbio mi honor” (não perco minha masculinidade nem mancho minha honra). Ele critica quem precisa de uma desculpa para beber, dizendo: “Si un hombre pa'tomar un trago e'caña precisa la traición de una mujer, no es hombre” (Se um homem precisa da traição de uma mulher para tomar uma dose de cachaça, não é homem). Assim, a música transforma o ato de beber em um símbolo de autonomia e autenticidade, celebrando a liberdade individual diante das pressões sociais e dos códigos tradicionais do tango.

Composição: Abel Aznar, Hugo Di Carlo Campos, Delmar Velazquez Childe. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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