Exibições da letra 29

Samba-Enredo 2025 - Ijexá

Acadêmicos do Engenho da Rainha

Letra

    Mamãe Oxum
    Em meu peito o fio de contas
    O preceito que desmonta
    As amarras do opressor
    E dobra o rum
    Firma couro no atabaque
    Nota escrita na clave
    Para honrar Osogbo
    Cruzou o oceano, trazendo o som
    Na terra do Sol cumprir a missão
    De renascer sob um salão batido
    Pro meu povo reerguido
    Fazer cabeça e agradecer

    Rufa o rum, rumpi e lé Na gameleira
    Para trazer nossa vitória na terça-feira
    Sagrado o agogô no Ilê Asé Ìya
    O amado canto forte em nassô oká

    E segue o ijexá
    Na ginga do corpo
    Vestido de branco, banhando de cheiro
    Pelas encruzas, resistência, axé
    Na rua herança dos afoxés
    E sobe o pelo, debalê e Olodum
    Faz cantar minha cidade que é d'Oxum
    Faz vibrar o meu país: Que é d'Oxum
    Soa eternidade nas canções e poesias
    Festejando a liberdade na primeira academia
    Sem senhor e sem senzala
    O orgulho lá do gueto
    Tem na gira de rainha
    Axé do povo preto

    Oro mi maió, oro mi maió
    Yabado oyeyeo
    É brado no terreiro acalanto de mainha
    Pra coroar o engenho da rainha

    Composição: Rodrigo Jacopetti, Jurandir Terra, Juca, João Vidal, Su Alves, Gabriiel Marcus, Barunga. Essa informação está errada? Nos avise.

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