
Meu Canto
Adair de Freitas
Liberdade e identidade regional em “Meu Canto” de Adair de Freitas
Em “Meu Canto”, Adair de Freitas utiliza a metáfora do “cavalo de muda que cansou de cabrestear” para expressar seu desejo de autonomia e autenticidade. Esse símbolo, típico da música regional gaúcha, reforça que seu canto nasce da liberdade e da experiência pessoal, não de obrigações ou pressões externas. Ao afirmar “ninguém me bota preço quando não quero cantar”, o artista deixa claro que sua música é uma expressão de identidade, não uma mercadoria, evidenciando o orgulho de suas raízes e a integridade de sua trajetória.
A letra também destaca a forte ligação com a terra e as tradições do Rio Grande do Sul, como nos versos “meu canto tem cheiro de terra e pampa” e “é raiz de muita força rebrotando deste chão”. Essas imagens aproximam o ouvinte do universo rural gaúcho, valorizando a simplicidade, a força e a resistência de quem vive no campo. Ao rejeitar o saudosismo e o ressentimento, Adair valoriza o presente como espaço de verdade e aprendizado: “não é mágoa, não é pranto, nem passado, nem futuro, que o presente é mais verdade”. O trecho “canto pra pedir mais igualdade, quem não gosta da verdade que se aparte do rodeio” mostra que seu canto também é um manifesto por justiça e respeito, mantendo a mansidão e a firmeza de quem conhece e valoriza suas origens.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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