Carreiro Novo
Adão da Viola e Nenê Carlos
Saudade e raízes sertanejas em “Carreiro Novo”
“Carreiro Novo”, de Adão da Viola e Nenê Carlos, retrata o conflito entre a ascensão social e a saudade das origens rurais. O narrador, agora médico formado, sente um vazio ao lembrar da vida simples ao lado do pai carreiro. Elementos como o “carro de boi” e o “paieiro” aparecem como símbolos de uma tradição rural que ele valoriza e sente falta. O verso “Cada vez que o carro canta / Dá vontade de chorar” mostra como o som do carro de boi, antes parte do cotidiano, agora desperta nostalgia e emoção.
A música é uma homenagem às raízes caipiras e à figura paterna, valorizando a cultura sertaneja e costumes do interior, como o chapéu meia aba, o facão jacaré e o paletó jaquetão. A frase “caneta que escreve enquanto os olhos choram” transforma a carta em um elo entre passado e presente, mostrando que, apesar da distância e da modernidade, a memória do pai e da vida simples permanece viva. Na última estrofe, a menção à “estrada azulada” e às “campinas da glória” sugere a morte do pai, mas também aponta para uma visão de reencontro e continuidade das tradições, mesmo que apenas na lembrança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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