Adão Negro
Adão Negro
Racismo estrutural e resistência em “Adão Negro”
A música “Adão Negro”, da banda Adão Negro, aborda de forma direta o racismo estrutural e a invisibilidade da população negra no Brasil. O verso “Apartheid disfarçado todo dia” denuncia a segregação racial ainda presente, mesmo que de maneira sutil. A letra destaca como pessoas negras são pouco representadas na mídia e, quando aparecem, geralmente ocupam papéis subalternos, como em “sempre na cozinha ou na favela submissa ao poder”. O trecho “Já fui mucama mas agora sou 'neguinha'” faz referência à herança escravocrata e à permanência de estereótipos racistas, mostrando como expressões aparentemente carinhosas ainda carregam preconceito e opressão.
Na segunda parte, a música expressa o desejo de mudança e empoderamento, com versos como “ser patroa” e “ficar na sala, não ir mais para a cozinha”, que simbolizam a busca por ocupar espaços de destaque e romper com a subserviência histórica. O refrão “Um som negro, um Deus negro, um Adão negro, um negro no poder” representa a luta por representatividade, orgulho racial e protagonismo negro em todas as áreas, inclusive na espiritualidade e na política. O histórico da banda, conhecida pelo engajamento em causas sociais, reforça o tom de denúncia e esperança da canção. A repetição de “Likareggae” ao final conecta a mensagem de resistência à cultura reggae, tradicionalmente ligada à valorização da identidade negra e à luta por igualdade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Adão Negro e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: