
A Morte do Boi de Carro
Adelmario Coelho
Solidão e ingratidão em “A Morte do Boi de Carro”
A música “A Morte do Boi de Carro”, de Adelmario Coelho, aborda de forma direta o sentimento de abandono e ingratidão vivido por quem dedicou a vida ao trabalho, mas é descartado quando já não serve mais. O boi, que narra sua própria história, representa não só o animal de carga típico do sertão nordestino, mas também qualquer trabalhador que, após anos de esforço, é deixado de lado sem reconhecimento. Esse sentimento aparece claramente em versos como “depois de trabalhar tanto / estou jogado no canto / de mim ninguém quer saber”, que mostram a dor do esquecimento e a falta de retribuição.
O contexto do Nordeste brasileiro, onde o carro de boi foi fundamental para a economia rural, reforça o peso simbólico da canção. Quando a letra diz “ajudei a meu patrão / a ver seu filho formado”, amplia-se a crítica à ingratidão, mostrando que o boi foi essencial para conquistas importantes da família, mas, mesmo assim, é vendido para o matadouro. A metáfora do boi serve como crítica social ao ciclo de trabalho e descarte, comum tanto no campo quanto em outros ambientes, onde pessoas e animais só são valorizados enquanto produzem. O trecho final, “depois fazer churrasco / bem em cima do meu rastro / nas terras em que trabalhei”, destaca a ironia e a tristeza de ser consumido e esquecido no mesmo lugar onde tanto contribuiu, tornando a música um lamento universal sobre o fim de um ciclo e a falta de reconhecimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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