Ciclos e transformações em "Maré" de Adriana Calcanhotto
Em "Maré", Adriana Calcanhotto utiliza o mar como uma metáfora para os ciclos da vida e as transformações constantes que todos enfrentamos. No trecho “Vem o mar / Se dar / Como imagem / Passagem / Do árido à miragem”, a artista mostra como o mar pode simbolizar tanto renovação quanto ilusão, conectando o deserto, que representa ausência e estagnação, à miragem, que traz esperança mesmo sendo algo incerto. Essa passagem reforça a ideia de que as experiências, mesmo quando parecem repetitivas ou paradas, estão sempre sujeitas a mudanças.
As cores “verde” e “azul”, além das descrições do mar como “emaranhado” e “ondulado”, reforçam a fluidez das emoções humanas e a natureza mutável do próprio mar, que nunca é o mesmo, mas está sempre presente. O contexto do álbum, que faz parte de uma trilogia sobre o mar, aprofunda essa interpretação: Calcanhotto usa o mar para falar sobre tempo, memória e sensações que vão e voltam, assim como as marés. Quando diz “Será só linguagem”, ela sugere que tentar capturar a essência do mar — ou da vida — em palavras é sempre limitado, pois a verdadeira essência está no movimento e na transformação, algo que a linguagem apenas tenta acompanhar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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