
Graffitis
Adriana Calcanhotto
A valorização do cotidiano urbano em “Graffitis”
Em “Graffitis”, Adriana Calcanhotto explora como a vivência na cidade, com seus contrastes e imperfeições, molda sua identidade. A presença de uma pessoa especial é fundamental nesse processo, pois é através desse olhar afetivo que a artista passa a notar e valorizar detalhes do cotidiano urbano, como “vapores, suores, sotaques, antenas, Antunes, Stones”. Esses elementos, que poderiam ser vistos como banais ou incômodos, ganham significado e beleza quando filtrados pelo afeto, mostrando como o amor pode transformar a percepção do ambiente ao redor.
O refrão “O meu amor pelas misérias me leva, me trouxe, roça o que interessa e fez de mim alguém que eu sou hoje” evidencia a aceitação das imperfeições da cidade como parte essencial do crescimento pessoal. Aqui, “misérias” não se limita a dificuldades, mas abrange também as pequenas desordens e peculiaridades que fazem parte da vida urbana. O título “Graffitis/Ska” reforça essa ideia ao unir a arte de rua, símbolo de expressão e resistência, com o ritmo animado do ska, representando a energia e diversidade do espaço urbano. Ao final, a frase “A vida não é filme, você não entendeu...” faz uma crítica à idealização da realidade, ressaltando a importância de enxergar beleza e sentido nas experiências reais, mesmo que imperfeitas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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