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A exclusão social e a imigração em "Clandestino"

"Clandestino", na voz de Adriana Calcanhotto, aborda de forma clara a realidade de pessoas que vivem à margem da sociedade devido à imigração ilegal. A letra destaca a expressão "grande babylon" para se referir às grandes cidades ocidentais, sugerindo um sistema opressor e impessoal que marginaliza quem não tem documentos. O verso “Me dicen el clandestino / Por no llevar papel” (Me chamam de clandestino / Por não ter documentos) evidencia a invisibilidade e a constante perseguição enfrentadas por imigrantes sem documentação, reforçando o sentimento de exclusão e insegurança.

A música também menciona rotas migratórias reais, como “Entre Ceuta y Gibraltar”, região marcada pelo intenso fluxo de migrantes tentando entrar na Europa. Ao se descrever como “una raya en el mar” (uma linha no mar) e “fantasma en la ciudad” (fantasma na cidade), o narrador transmite a sensação de anonimato e de viver sob o risco constante de deportação. A enumeração de diferentes nacionalidades e situações – “Mano negra clandestino / Peruano clandestino / Africano clandestino / Marijuana ilegal” – amplia o alcance da mensagem, mostrando que a clandestinidade é uma condição global, que afeta pessoas de várias origens e até associa a marginalização à criminalização de comportamentos e identidades. A interpretação de Calcanhotto mantém a força e a empatia da composição original de Manu Chao, ressaltando a universalidade do tema e convidando à reflexão sobre fronteiras e exclusão social.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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