
O Nome da Cidade
Adriana Calcanhotto
Deslocamento e pertencimento em “O Nome da Cidade”
A música “O Nome da Cidade”, de Adriana Calcanhotto, explora o sentimento de deslocamento e estranhamento de quem chega a um grande centro urbano vindo de outra região. O verso “Cheguei ao nome da cidade / Não a cidade mesma espessa” mostra a diferença entre conhecer o nome de um lugar e realmente vivenciá-lo, destacando que a cidade é uma experiência sensorial e subjetiva. Esse tema ganha mais profundidade quando se considera que Adriana se inspirou na personagem Macabéa, de Clarice Lispector, ao se mudar para o Rio de Janeiro, trazendo à tona a busca por pertencimento e a sensação de desorientação.
A letra utiliza imagens marcantes, como “ruas voando sobre ruas” e “o Redentor que horror, que lindo”, para mostrar as contradições do Rio de Janeiro: beleza e caos, fascínio e medo. A repetição de “Ôôôô êh boi êh bus” faz referência ao folclore brasileiro, misturando elementos do sertão e da cidade, e reforçando a ideia de trânsito entre mundos diferentes. O verso final, “Sertão ê mar”, resume essa fusão de identidades e geografias, sugerindo que, na cidade, o sertão (representando o interior e o desconhecido) encontra o mar (símbolo de abertura e possibilidades), ampliando o sentido de transformação e descoberta presente em toda a canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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