
Ogunté
Adriana Calcanhotto
A Dor e a Beleza do Mar em 'Ogunté' de Adriana Calcanhotto
A música 'Ogunté' de Adriana Calcanhotto é uma reflexão poética e crítica sobre o estado atual dos oceanos e a relação da humanidade com o mar. A letra começa com uma imagem de beleza natural, onde um pescador descreve um cardume de sardinhas como uma 'obra de arte de Deus'. Essa visão idílica é rapidamente contrastada com imagens de tragédia e poluição, como crianças refugiadas encalhadas na costa de Lesbos e o plástico que contamina os peixes.
Calcanhotto utiliza metáforas poderosas para ilustrar a degradação ambiental e humanitária. As 'caixas pretas no fundo do Mar Negro' e o 'Atlântico salgado de lágrimas negras' evocam desastres e sofrimento, enquanto a menção a Alepo e Palmira, cidades devastadas pela guerra, amplia o escopo da destruição para além do mar. A repetição de 'já não há' sublinha a perda irreparável de patrimônios culturais e naturais.
A invocação de 'Ogunté', uma referência à divindade das águas na religião afro-brasileira, traz um elemento espiritual e de reverência ao mar. Odoiá, um saudação a Iemanjá, reforça essa conexão espiritual e cultural. A música termina com uma nota de continuidade, mencionando os 'cargueiros, camaroeiros, catamarãs' que seguem navegando, talvez indiferentes ao caos que os cerca. 'Ogunté' é, portanto, uma obra que mescla beleza e dor, celebrando a majestade do mar enquanto lamenta sua exploração e poluição.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Adriana Calcanhotto e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: