
Vira Velho
Adriano Correia de Oliveira
Tradição e memória em "Vira Velho" de Adriano Correia de Oliveira
"Vira Velho", interpretada por Adriano Correia de Oliveira, transforma um tema tradicional do Minho em uma reflexão sobre o tempo e as mudanças nas relações afetivas. O verso “Eu já fui o teu amor / Agora já não o sou” expressa claramente a perda e a nostalgia, sentimentos reforçados pela repetição e pelo tom melancólico da melodia. Essa atmosfera, comum na música popular portuguesa, ganha profundidade na voz de Adriano, que utiliza a tradição para abordar a transitoriedade dos sentimentos e das pessoas.
A letra traz imagens diretas, como “as moças jovens são joias / Para trazer ao pescoço”, contrapondo juventude e velhice, e destacando a valorização do novo em detrimento do antigo, como em “Quem as deitara num fosso / As velhas são marabelhas”. Essa oposição pode ser entendida tanto como uma crítica social à valorização excessiva da juventude quanto como uma metáfora para o esquecimento das tradições e dos afetos antigos. O refrão “Ó ai ó lari lolela” reforça o caráter popular e coletivo da canção, funcionando como um lamento compartilhado.
O contexto de Adriano como músico de intervenção amplia o significado da música: ao unir passado cultural e temas atuais, "Vira Velho" se torna um apelo à memória e à resistência, defendendo a importância de preservar a cultura e a identidade em tempos de mudança. Assim, a canção vai além do tema do amor perdido, ressaltando o valor das raízes e da tradição.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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