
Cantar de Emigração (este Parte, Aquele Parte)
Adriano Correia de Oliveira
Dor e resistência em "Cantar de Emigração (este Parte, Aquele Parte)"
Em "Cantar de Emigração (este Parte, Aquele Parte)", Adriano Correia de Oliveira retrata a dor coletiva causada pela emigração forçada. A expressão “viúvas de vivos mortos”, retirada do poema de Rosalía de Castro, destaca o sofrimento das famílias que perdem seus entes queridos para a emigração, mesmo que eles ainda estejam vivos. Essa imagem conecta a experiência da Galícia do século XIX à realidade portuguesa do século XX, marcada pela ditadura e pela guerra colonial, quando muitos foram obrigados a deixar o país em busca de melhores condições de vida.
A repetição do verso “Este parte, aquele parte, e todos, todos se vão” reforça a sensação de abandono e a dimensão coletiva do êxodo. Trechos como “Galiza ficas sem homens que possam cortar teu pão” e “tens campos de solidão” mostram o impacto direto da emigração: campos abandonados, famílias desfeitas e uma sociedade marcada pela ausência. O tom sóbrio e melancólico da canção, mantido na adaptação de José Niza, não apenas expressa tristeza, mas também faz uma crítica social à injustiça que obriga tantos a partir. Assim, a música se torna um lamento universal sobre as consequências humanas da opressão e da busca por sobrevivência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Adriano Correia de Oliveira e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: