
Trova do Vento que Passa
Adriano Correia de Oliveira
Resistência e esperança em "Trova do Vento que Passa"
Em "Trova do Vento que Passa", Adriano Correia de Oliveira utiliza a imagem do vento que “nada me diz” para ilustrar o clima de censura e silêncio vivido durante o Estado Novo em Portugal. A escolha do vento e dos rios como mensageiros que não trazem notícias reforça a sensação de isolamento e impotência diante da repressão. O verso “um país pregado nos braços em cruz do povo” faz referência direta ao sofrimento coletivo, comparando a situação do país à crucificação, símbolo de dor e sacrifício.
Apesar do tom de denúncia, a música também traz uma mensagem de esperança e resistência. O trecho “há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não” transforma a canção em um hino à coragem diante da opressão. O trevo de quatro folhas, tradicionalmente símbolo de sorte, é ressignificado como símbolo de liberdade. A menção aos que “não sabem ler” destaca o povo simples, muitas vezes privado de educação, mas que ainda assim encontra formas de resistir. O refrão, ao falar de “alguém que semeia canções no vento que passa”, sugere que, mesmo em tempos difíceis, a arte e a coragem mantêm viva a esperança de mudança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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