
Morte que Mataste Lira
Adriano Correia de Oliveira
Luto e resistência em "Morte que Mataste Lira" de Adriano
Em "Morte que Mataste Lira", Adriano Correia de Oliveira utiliza a repetição do verso “Morte que mataste Lira, mata-me a mim que sou teu” para expressar um lamento profundo pela perda, mas também um desejo de compartilhar o mesmo destino daquilo que foi tirado, seja uma pessoa amada ou, simbolicamente, a própria música. O contexto da música tradicional açoriana e o histórico de Adriano como voz ativa contra o regime do Estado Novo reforçam a ideia de que "Lira" pode representar tanto alguém querido quanto a arte, a cultura ou a liberdade suprimidas em tempos de repressão.
A letra constrói uma narrativa marcada pela dor e pela resignação, mas também pela resistência. Quando afirma “A morte a mim não me mata / Firme e constante sou eu”, o eu lírico recusa-se a ser totalmente vencido pelo sofrimento, mesmo diante da perda. O trecho em que um pastor traz a notícia da morte da lira reforça o tom de tragédia pessoal e coletiva, evocando a tradição oral e o papel da música como elo entre as pessoas. Assim, "Morte que Mataste Lira" se apresenta como um lamento sóbrio, mas também como uma afirmação de persistência diante da adversidade, refletindo tanto o luto pessoal quanto a resistência cultural e política presentes na trajetória de Adriano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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