
Cantar de Emigração
Adriano Correia de Oliveira
Solidão e resistência em "Cantar de Emigração"
Em "Cantar de Emigração", Adriano Correia de Oliveira retrata a dor profunda causada pela emigração forçada, adaptando o poema de Rosalía de Castro ao contexto português. A expressão "viúvas de vivos mortos" destaca o sofrimento das famílias que, mesmo sem perderem seus entes queridos para a morte, enfrentam a ausência definitiva daqueles que partem em busca de melhores condições de vida. A canção transforma a experiência galega em um retrato universal da perda e do vazio que marcam as comunidades afetadas pela emigração.
A repetição dos versos “Este parte, aquele parte / e todos, todos se vão” reforça a sensação de abandono coletivo. Já trechos como “Galiza ficas sem homens / que possam cortar teu pão” evidenciam o impacto social e econômico da partida, mostrando campos abandonados, órfãos e mães desamparadas. O contexto do Estado Novo português, com sua repressão e falta de oportunidades, intensifica o significado da música, que vai além do lamento: ela se torna um símbolo de resistência e denúncia das condições que obrigam tantos a partir. Assim, "Cantar de Emigração" é também um hino de solidariedade e esperança por justiça social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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