
Déjà Vu
Afreekassia
Racismo cotidiano e repetição em “Déjà Vu” de Afreekassia
Em “Déjà Vu”, Afreekassia aborda a experiência de viver repetidas situações de preconceito e desrespeito, especialmente o racismo cotidiano. Logo no início, a artista questiona se está realmente passando por tudo aquilo novamente ou se é apenas uma sensação de déjà vu. No entanto, os episódios narrados deixam claro que essas situações são recorrentes em sua vida. O verso “Ela tocou no meu cabelo, subiu um desespero” revela o incômodo de ter seu espaço invadido, uma situação comum para pessoas negras, que frequentemente têm seus cabelos tocados sem consentimento. A reação da artista e a surpresa da senhora envolvida mostram como, muitas vezes, a sociedade inverte a culpa, fazendo parecer que a vítima está exagerando: “Fiz maior chabu, de branca ficou azul / Ninguém vai acreditar que a velha é 171”.
A letra segue relatando outras formas de racismo estrutural, como ser confundida com funcionária de um local apenas pela aparência ou roupa (“Não, eu não trabalho aqui, tô com roupa de sair / O que que acontece pra você se confundir?”), ser seguida por seguranças em estabelecimentos (“Segurança me seguindo, ele não tá nem sorrindo / Ele vai me encriminar, é sério, eu tô sentindo”) e até ser tratada como estranha no próprio prédio (“O porteiro me conhece, como ele sempre esquece / Eu moro no 17, sou vizinha lá da Bete”). O refrão “Tô passando isso de novo ou será que é déjà vu?” expressa a exaustão de enfrentar essas situações repetidas vezes, ao ponto de desejar que fosse apenas uma impressão, e não a realidade: “Ai, como eu queria que fosse um déjà vu”. Assim, Afreekassia usa o termo “déjà vu” como metáfora para o ciclo constante de microagressões e racismo, mostrando que, para quem vive isso, o desconforto é rotina, não novidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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