
Caju
Afroito
Cotidiano e memória afetiva em "Caju" de Afroito
Em "Caju", Afroito utiliza a repetição da frase “Mãe tem / Tem um pé de caju / Mas nunca chupou um caju do pé” para destacar uma ironia presente em muitas comunidades rurais do Nordeste: mesmo com a fartura do caju, nem todos conseguem aproveitar o fruto diretamente da fonte. O verso “quando dá / Não dá pra quem quer” reforça essa ideia, mostrando que a abundância não significa acesso igualitário. O caju, além de ser importante na economia e culinária local, simboliza partilha e aproveitamento máximo, seja em sucos, castanhas ou na venda do excedente nas feiras.
A música também traz a expressão “Cabo se o que era doce”, que funciona como uma metáfora para a passagem dos momentos felizes, comparando a doçura da vida à safra do caju, que é temporária. Afroito valoriza práticas tradicionais, como a “garrafada” de raízes, e retrata cenas do cotidiano, como a família reunida para colher e preparar o caju, e a mãe cantando “Ave Maria”. Ao unir elementos da cultura popular nordestina com uma melodia nostálgica, "Caju" transmite sentimentos de saudade, pertencimento e celebração da simplicidade, reconhecendo também a efemeridade dos bons momentos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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