
São Jorge Da Costa Da Mina
Agepê
Relação entre ancestralidade e resistência em “São Jorge Da Costa Da Mina”
Em “São Jorge Da Costa Da Mina”, Agepê constrói uma ponte entre a herança africana e a luta por liberdade no Brasil. A letra destaca elementos como “alforje” e “alforria”, que remetem diretamente à escravidão e ao desejo de libertação. Termos como “pemba” e “semba” reforçam a conexão com práticas culturais africanas: “pemba” é um pó sagrado usado em rituais de proteção e pureza, enquanto “semba” faz referência à ancestralidade africana e à origem do samba, além de evocar a cultura dos quilombolas, descendentes de escravizados que resistiram à opressão.
Ao citar “São Jorge, guerreiro lá da costa da mina”, Agepê faz referência ao sincretismo religioso, associando São Jorge ao orixá Ogum, símbolo de luta e proteção. O pedido por “luz, coragem e proteção contra as injustiças da lei e as sanhas do rei” expressa o desejo de força para enfrentar as adversidades impostas pelo sistema escravocrata e, de forma mais ampla, pelas estruturas de opressão que persistem. A repetição dos versos iniciais reforça o orgulho das raízes africanas e celebra a resiliência e a fé como formas de resistência e afirmação cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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