
Tenho Ciúmes de Tudo
Agnaldo Timóteo
Ciúme e possessividade em "Tenho Ciúmes de Tudo"
Em "Tenho Ciúmes de Tudo", Agnaldo Timóteo explora o ciúme de forma intensa e direta, característica marcante do brega-romântico. O verso “Tenho ciúme até da roupa que tu vestes” deixa claro o desejo de exclusividade total, indo além do ciúme comum e sugerindo uma relação em que o outro é visto quase como propriedade. Esse tom dramático e confessional transforma o sofrimento amoroso em espetáculo, onde o exagero dos sentimentos é não só aceito, mas valorizado dentro do gênero.
O contexto histórico e cultural amplia o alcance da música. A apresentação de Caetano Veloso com Ditinha Soares, uma travesti negra, em 1973, questionou a imagem tradicional do homem possessivo na música popular brasileira e abriu espaço para debates sobre gênero e identidade. Assim, "Tenho Ciúmes de Tudo" pode ser entendida tanto como uma confissão de amor intenso e vulnerável quanto como um retrato de padrões afetivos marcados pelo controle e idealização. Metáforas como “tenho ciúme do sol, do luar e do mar” mostram que o sentimento ultrapassa limites racionais, tornando-se quase obsessivo, mas também profundamente humano na busca por pertencimento e exclusividade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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