
Meu Grito
Agnaldo Timóteo
O amor reprimido e a saudade em "Meu Grito"
Em "Meu Grito", Agnaldo Timóteo interpreta um amor que precisa ser mantido em segredo, mesmo diante de uma saudade intensa. A letra revela o desejo de expor esse sentimento ao mundo – “Ai que vontade de gritar / Seu nome bem alto no infinito” –, mas o protagonista opta pelo silêncio, sussurrando apenas "meu bem" para si mesmo. Esse autocontrole não é apenas fruto de timidez, mas reflete as barreiras sociais e legais da época, como as restrições ao casamento de pessoas desquitadas e a diferença de idade entre Roberto Carlos e Cleonice Rossi, que inspiraram a composição. Assim, o segredo do amor surge como uma necessidade imposta pelas circunstâncias do período, e não apenas como uma escolha pessoal.
A música também evidencia o sofrimento causado pela distância e pela impossibilidade de viver esse amor de forma plena: “Já não durmo / Morro até só em pensar”. A interpretação emotiva de Agnaldo Timóteo reforça a urgência e a dor presentes na letra, transformando o desejo de gritar o nome da pessoa amada em um símbolo da luta entre o impulso de se revelar e a necessidade de se proteger. O "grito" contido representa tanto a força do sentimento quanto a resignação diante das limitações impostas pela sociedade, fazendo de "Meu Grito" uma expressão marcante de amor reprimido e saudade.



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