
Noche De Ronda
Agustín Lara
Solidão e esperança em "Noche De Ronda" de Agustín Lara
"Noche De Ronda", composta por Agustín Lara em 1935, explora como a noite se torna confidente e testemunha da dor causada pela ausência de um amor. A expressão "noche de ronda" faz referência tanto à tradição das serenatas quanto ao ato de vagar em busca de alguém, transmitindo a sensação de inquietação e espera. A solidão do narrador se intensifica sob a luz da lua, especialmente no verso “Luna que se quiebra sobre la tiniebla de mi soledad” (Lua que se parte sobre a escuridão da minha solidão), onde a imagem da lua quebrada simboliza a fragilidade emocional diante da tristeza.
O contexto histórico da música, marcada por inúmeras interpretações ao longo das décadas, reforça seu apelo universal: a dor do abandono e a esperança de reencontro. Ao pedir à lua que leve uma mensagem à pessoa amada — “Dile que la quiero, dile que me muero de tanto esperar” (Diga a ela que a amo, diga que estou morrendo de tanto esperar) —, o narrador expressa sua impotência diante da distância e a necessidade de um intermediário para comunicar sentimentos profundos. A advertência “Que las rondas no son buenas, que hacen daño, que dan penas, que se acaba por llorar” (Que as rondas não são boas, que machucam, que trazem tristeza, que acabam em choro) mostra que buscar consolo na noite só aumenta o sofrimento, consolidando o tom melancólico e intimista que tornou "Noche De Ronda" um clássico do bolero latino-americano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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