
Quem Que É o Curioso?
Airam Capuani
Fuga e autenticidade em "Quem Que É o Curioso?"
"Quem Que É o Curioso?", de Airam Capuani, explora a busca por autenticidade em meio à rotina automatizada e cheia de regras da vida moderna. O verso “Mamãe é um robô e eu também sou / Papai é um robô e eu também sou” expressa de forma clara a sensação de desumanização e repetição automática do cotidiano. Essa crítica se intensifica no refrão, quando a letra questiona: “O qué que o burocrata tem?”. Apesar de todo o aparato de poder e controle — “arma na cintura”, “guardas na fronteira”, “bandeira bonitinha” —, falta o essencial: “a chave para abrir a porta”, uma metáfora para liberdade, criatividade ou sentido verdadeiro na vida.
A canção também se destaca pelas referências culturais que ampliam seu tom lúdico e questionador. Ao mencionar “Pasárgada”, Airam Capuani faz alusão ao poema de Manuel Bandeira, símbolo de um refúgio utópico e da vontade de escapar das limitações do mundo real. As citações a “Nara Leão” e “Caymmi” conectam a música à tradição da MPB, sugerindo que a arte e a cultura são caminhos possíveis para essa fuga e reinvenção. O trecho “Eu vou embora num cometa / Ou numa nave espacial” reforça o desejo de transcendência, enquanto as perguntas e jogos de palavras ao longo da letra criam uma atmosfera de curiosidade e inquietação, convidando o ouvinte a buscar suas próprias respostas e caminhos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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