
Tanques Horizontais
Airam Capuani
Nostalgia e busca de sentido em “Tanques Horizontais”
Em “Tanques Horizontais”, Airam Capuani utiliza a imagem das nuvens como metáfora central, transformando-as de símbolos de inocência em algo ambíguo, que remete tanto à leveza da infância quanto à ameaça dos tanques de guerra. Essa dualidade reforça o tom melancólico e reflexivo da música, marcada pelo desejo de recuperar o olhar puro e simples da infância. O pedido à “amiga bruxa, feiticeira” para preparar uma poção que devolva essa capacidade de ver as nuvens “do jeitinho que elas são” evidencia a busca por resgatar a sensibilidade perdida com o tempo, um tema recorrente na obra do artista.
A letra mistura referências pessoais e imagens poéticas ao mencionar amigos e familiares: “Eu vou ligar para o Marcelo... para Mariana... para o Tatá... para minha mãe”. Esses versos mostram a tentativa de reconstruir laços afetivos e de encontrar respostas para dúvidas existenciais, como em “Depois de quantos carnavais a vida fica legal?”. O trecho “A gente implora pra morrer / Mas quando morre quer voltar / Pra beira do mar, sereia” revela a contradição entre o desejo de fuga e o apego à vida. Já a crítica à busca por respostas transcendentes aparece em “Enfoguetamos homens / Pra encontrar Deus / Ele não estava lá”, sugerindo que o sentido pode estar nas pequenas coisas do cotidiano. Assim, a música constrói um retrato sensível da saudade, da solidão e da tentativa de reencontrar a beleza do mundo através de uma simplicidade poética.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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