
Shars 2020
Al Safir
“Shars 2020”: lealdade, sobrevivência e identidade
Em “Shars 2020”, Al Safir transforma o antigo codinome em rito de passagem: retoma a identidade iniciada em 2013 como Shars para afirmar que a essência segue intacta apesar das mudanças pessoais e da cena. O foco é lealdade e autenticidade como regra de sobrevivência na periferia de Madrid, em diálogo com influências de Hijos Bastardos e Natos. O manifesto de origem aparece em “S H A R S, por supuesto” (S H A R S, claro), enquanto aponta os oportunistas: “wannabees cogiendo cheese de mi nombre” (wannabes pegando grana com o meu nome). A ética do som se ancora no contraste entre puro e corte, gíria do tráfico aplicada à verdade versus produto adulterado. Entre corre, palco e rua, ele registra rotina e fôlego: “con las mismas / me subo al tren / al escenario” (do jeito que estou / eu subo no trem / ao palco), “Estoy corriendo a 200 por hora” (Estou correndo a 200 por hora), e encara uma relação tóxica: “Te me has clavado como una astilla / seguir contigo hubiese sido un atentado suicida” (Você cravou em mim como uma farpa / seguir com você teria sido um atentado suicida).
Há sobrevivência no cotidiano — “prenso mora” (eu prenso marroquina) e “me lo fumo por haber salido del paso” (fumo por ter me safado) — e um inventário de risco: “son dos casi ya que no me ponen los grilletes” (já vão quase dois que não me colocam as algemas), “me encuentro por Madrid a chavales del módulo siete” (encontro por Madrid garotos do módulo sete). Lealdade e traição surgem em “si mi hermano mata a alguien, yo aparezco con pala / él me recoge las balas” (se meu irmão mata alguém, eu apareço com a pá / ele recolhe minhas balas) e na ferida do “puñal de mi hermano” (punhal do meu irmão). A tensão com a polícia explode em “han tenido que venir cinco furgones pa’ que me paren” (tiveram que vir cinco camburões pra me parar), enquanto a ambição é de “carrera de fondo” (carreira de resistência), com aliado em London e o lema “la música va bien / Golden boys al cartel” (a música vai bem / Golden boys no cartaz). Família e caráter aparecem no respeito ao pai — “Si no es el viejo, dime tú quien me avala” (Se não é o velho, me diz quem me avaliza) — e na parceria “hombro con hombro” (ombro a ombro), mesmo com o mar no meio. As imagens duras — “Jugar con sida” (brincar com aids), “me empujaste sin barandilla” (você me empurrou sem corrimão) — viram lição: “no te fíes de tu amigo, ni te fíes de tu piba / once de cada diez promesas son mentira” (não confie no seu amigo, nem na sua mina / onze de cada dez promessas são mentira). As metáforas fecham a ética: “Caballo ganador duerme lejos del establo” (Cavalo vencedor dorme longe do estábulo) e o choque de realidade “¿…de gangster, si mataron a Pablo?” (de que gangster, se mataram o Pablo?). No fim, ele recusa o brilho fácil — “Ni casa, ni cama, ni dinero, ni fama” (Nem casa, nem cama, nem dinheiro, nem fama) — e acende outro baseado “hasta mañana” (até amanhã), fiel ao nome e à autenticidade que o mantêm.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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