Preto Cismado
Aláfia
Racismo estrutural e resistência em "Preto Cismado"
A música "Preto Cismado", do grupo Aláfia, faz uma crítica direta ao racismo estrutural presente na sociedade brasileira. Ao inverter a ideia de que pessoas negras são "cismadas" ou exageradas ao denunciar o racismo, a canção aponta que, na verdade, é o próprio Estado e suas instituições que mantêm a intolerância e a desigualdade racial. O verso “Você diz que racismo num é isso / Pasme, primo, mas quem cisma é o estado” evidencia que o problema não é individual, mas coletivo e institucional, responsabilizando o sistema pela perpetuação do preconceito.
A letra utiliza o termo "cismado" para mostrar que a desconfiança das pessoas negras não é infundada, mas resultado de experiências reais de opressão. Trechos como “Muleque que morre pra nós pesadelo / Pra eles notícia, mais um que foi riscado pela polícia!” expõem a violência policial e a indiferença da sociedade diante da morte de jovens negros. A música também critica atitudes hipócritas, como em “Vai falar que tem amigo negão / Mas quando encontra um na rua grita: Perigo!”, mostrando como o racismo se manifesta de forma velada no cotidiano. O refrão reforça a luta contra a segregação e a busca por justiça, enquanto a afirmação “Resisto, pobre, preta, periferia!” transforma a canção em um manifesto de resistência coletiva. O contexto do álbum "Corpura" e a trajetória da Aláfia, marcada pelo ativismo e valorização da cultura afro-brasileira, fortalecem o tom de denúncia e orgulho presentes na música.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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