
Preconceito
Alaíde Costa
Racismo e resistência no samba em “Preconceito” de Alaíde Costa
A música “Preconceito”, de Alaíde Costa, faz uma crítica direta à apropriação do samba pela sociedade brasileira, ao mesmo tempo em que denuncia o apagamento das raízes negras desse gênero. Logo no início, o verso “Pois o samba ainda é seu” reforça que o samba pertence ao povo negro, que o criou e o manteve vivo, apesar das tentativas históricas de marginalização. A canção destaca que o samba nasceu do sofrimento e da resistência, como mostra o trecho “Foi no lamento do ser / Que o negro soube dizer”, evidenciando que essa expressão artística foi uma forma de dar voz à dor e à luta por liberdade.
A letra também critica a forma superficial como o samba é celebrado, ignorando suas origens e o contexto social das comunidades negras: “E viu a cidade a cantar / Só falar em céu e mar / Sem dizer nada do morro / Onde o samba nasceu”. Esse trecho denuncia o esquecimento das periferias, que continuam à margem mesmo quando sua cultura é valorizada. O pedido repetido por “mais justiça, só” no final da música reforça o apelo por reconhecimento, respeito e igualdade. Assim, “Preconceito” se torna um manifesto contra o racismo e uma homenagem à força e à contribuição do povo negro para a cultura brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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