Jorge Beira Mar
Alan Bernardes
Elementos míticos e proteção em “Jorge Beira Mar” de Alan Bernardes
“Jorge Beira Mar”, de Alan Bernardes, destaca-se por valorizar o folclore brasileiro e a espiritualidade popular, criando uma atmosfera de proteção e resistência. A letra faz referência ao “feiticeiro de Humaitá” e ao “Menino Jorge beira mar”, personagens que remetem diretamente à proposta do álbum “Menino Brasil”, voltado para a celebração das tradições culturais e da biodiversidade do país. O “Menino Jorge” surge como uma figura mítica protetora, ligada ao mar e à natureza, simbolizada pelo colar de conchas e pelas “7 rondas 7 ondas do mar”, elementos associados a rituais de proteção e à força dos orixás e entidades do imaginário brasileiro.
Os versos repetidos “Cordas e correntes se arrebentem sem me amarrar / Facas, lanças se quebrem sem me tocar” expressam o desejo de invulnerabilidade diante das adversidades, evocando proteção espiritual e resistência física e simbólica. Imagens como “um alazão feito de escama” e “estrela reluzindo no meu chapéu” reforçam o tom místico, misturando referências ao cangaço, às lendas das matas e mares e à cultura popular. O encerramento com “Boa noite” e a repetição de “verão” funcionam como um fecho ritualístico, marcando renovação e passagem, em sintonia com o apelo do artista pela preservação das tradições e da natureza brasileiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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