Verde Que Te Que Verde
Alba Molina
Ambiguidade e simbolismo em “Verde Que Te Que Verde”
Em “Verde Que Te Que Verde”, Alba Molina adapta o famoso poema de Federico García Lorca, trazendo à tona o simbolismo ambíguo da cor verde. A repetição do verso “Verde que te quiero verde” (“Verde que te quero verde”) destaca essa dualidade: o verde pode representar tanto esperança e vitalidade quanto morte e desejo impossível. Essa tensão aparece em imagens como “Trescientas rosas morenas lleva tu pechera blanca” (“Trezentas rosas morenas enfeitam seu peito branco”) e “Tu sangre rezuma y huele alrededor de tu faja” (“Seu sangue escorre e exala ao redor de sua faixa”), que misturam beleza e tragédia, sugerindo uma cena marcada por violência ou perda.
A interpretação flamenca de Alba Molina reforça o clima melancólico e intenso, conectando a tradição espanhola à universalidade dos sentimentos de desejo e fatalidade. O trecho “pez de sombra que abre el camino del alba” (“peixe de sombra que abre o caminho da alvorada”) adiciona um tom onírico e misterioso, podendo ser entendido como uma metáfora para a morte ou para a passagem entre mundos. Assim, a música se constrói sobre imagens que transitam entre o desejo de viver e a aceitação da morte, mantendo o ouvinte em um estado de reflexão entre o real e o simbólico.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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