
Coração Triste
Alberto Nepomuceno
A solidão e esperança em "Coração Triste" de Alberto Nepomuceno
Em "Coração Triste", Alberto Nepomuceno transforma o poema de Machado de Assis em uma canção que explora a melancolia e a solidão de forma profunda. Ao escolher versos como “o vendaval do outono / deita as folhas à terra, onde não há florir”, o compositor reforça a sensação de perda e abandono, conectando o ciclo da natureza ao sentimento de tristeza. O fato de o narrador ser o único a presenciar tanto o nascimento quanto a queda das folhas destaca uma solidão existencial, onde o sofrimento é vivido de maneira íntima e isolada.
A canção também utiliza a imagem da “montanha da alma”, que ao anoitecer cobre tudo com “ignota sombra”, para dar um tom ainda mais sombrio e introspectivo. Essa metáfora associa a tristeza amorosa a algo quase físico e difícil de superar. No entanto, a última estrofe traz uma esperança sutil: ao mencionar a transformação da água em pedra pelo inverno e o derretimento da pedra pelo calor do verão, o eu lírico faz um apelo ao Sol para “fundir o meu triste coração”, sugerindo o desejo de superar a dor com a ajuda de uma força regeneradora. A estrutura musical A-B-A', com modulações que acentuam a melancolia, reforça esse movimento entre resignação e súplica. Além disso, o uso de elementos étnicos brasileiros por Nepomuceno dá à canção uma identidade nacional, tornando o sofrimento pessoal algo universal e ligado à cultura do país.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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