
As Carvoeiras
Alberto Ribeiro
A força e a beleza feminina em “As Carvoeiras” de Alberto Ribeiro
Em “As Carvoeiras”, Alberto Ribeiro retrata as mulheres que trabalhavam com carvão em Lisboa, destacando tanto a intensidade de seus olhares quanto a força presente em seu cotidiano. A comparação dos olhos das carvoeiras a “dois carvões numa braseira” conecta diretamente a atividade dessas mulheres ao seu corpo, valorizando sua presença marcante nas ruas da cidade. A letra também utiliza a expressão “gentis toutinegras” para associá-las a pássaros, e descreve as carvoeiras como “por dentro tão brancas, por fora tão negras”, ressaltando que, apesar da aparência marcada pelo trabalho, elas possuem uma delicadeza e beleza interior que vão além da dureza da profissão.
A música ainda evidencia a dignidade do trabalho feminino ao comparar as varinas descarregando carvão a barcos balançando nas ondas, sugerindo graça e leveza mesmo em tarefas pesadas. Detalhes como “as asas são ancas, num ritmo brando” e “os seios são ondas redondas arpando” celebram a feminilidade e a vitalidade dessas trabalhadoras, tornando-as figuras centrais na paisagem urbana de Lisboa. O tom admirativo da canção transforma o cotidiano dessas mulheres em poesia, reconhecendo sua importância e beleza na vida da cidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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