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El poncho del amor

Alberto Vaccarezza

Letra

O poncho do amor

El poncho del amor

Eu sou do bairro da beira,Yo soy del barrio de la ribera,
terra do tango e do bandoneon.patria del tango y el bandoneón.
Filho sem grupo de um gringo velho,Hijo sin grupo de un gringo viejo,
igual ao tango que é só reclamação.igual que el tango de rezongón.

Desde bem moleque soltei as rédeasDesde muy pibe solté los cabos
e na milonga me misturei,y en la milonga me entreveré,
fins que um dia fiquei amarradohasta que un día quedé amarrado
nos braços de uma mulher.entre los brazos de una mujer.

Por ela perdi meu caminhoPor ella perdí mi rumbo
e ao mundo me joguei a rolar,y al mundo me eché a rodar,
pra esquecer aqueles olhospa' olvidar aquellos ojos
que me fizeram tanto mal.que me hicieron tanto mal.

Mas é inútil, parceiro,Pero es inútil, compadre,
encher o peito de dorhincharle el pecho al dolor
quando nos cobrem a almacuando nos tapan el alma
com o poncho do amor.con el poncho del amor.

Por isso ando triste e errante,Por eso que ando triste y errante,
buscando em tudo um gosto igualbuscando en todas sabor igual
ao dos beijos daquela bocaal de los besos de aquella boca
que meus lábios não vão beijar mais.que ya mis labios no han de besar.

Eu sou do bairro da beira,Yo soy del barrio de la ribera,
terra do tango e do bandoneon.patria del tango y el bandoneón.
Filho sem grupo de um gringo velho,Hijo sin grupo de un gringo viejo,
igual ao tango que é só reclamação.igual que el tango de rezongón.


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