
Cavalo de Pau
Alceu Valença
Memória e amadurecimento em "Cavalo de Pau" de Alceu Valença
Em "Cavalo de Pau", Alceu Valença utiliza a imagem do brinquedo infantil para abordar a transição da infância no interior para a vida adulta na cidade grande. O cavalo de pau, que remete à simplicidade e à segurança das brincadeiras de criança, ganha um novo significado ao simbolizar o deslocamento e a sensação de perda que acompanham a mudança para a capital, experiência vivida pelo próprio artista.
O contraste entre "teu pelo claro boneca dourada" e "meu pelo escuro cavalo-de-pau" destaca as diferenças entre universos: o feminino e o masculino, o delicado e o rústico, o lúdico e o real. Essa oposição reforça a ideia de que memórias e identidades são formadas por experiências distintas, muitas vezes separadas por barreiras sociais e culturais. Quando Valença repete "cavalo doido por onde trafegas / depois que eu vim parar na capital / me derrubaste como quem me nega", ele expressa o sentimento de desorientação e a dificuldade de adaptação diante das mudanças. O cavalo de pau, antes símbolo de estabilidade, torna-se um "cavalo doido" que leva o narrador por caminhos imprevisíveis, representando o tempo e as transformações pessoais. Assim, a música fala sobre amadurecimento, saudade e a busca por pertencimento em meio às transições da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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