
78 Rotações
Alceu Valença
Nostalgia e afetos em “78 Rotações” de Alceu Valença
Em “78 Rotações”, Alceu Valença utiliza a imagem da mulher "perdida em 78 rotações" para criar uma atmosfera de nostalgia e tempo suspenso. A referência aos antigos discos de vinil conecta a personagem a memórias de um passado que parece girar sem fim, reforçando a ideia de lembranças que se repetem. O cenário da canção, uma casa simples à beira do mangue e de Olinda, traz elementos da paisagem pernambucana, situando a história em um ambiente marcado pela simplicidade, afetos e uma certa melancolia.
A letra constrói uma narrativa delicada sobre um relacionamento permeado por lembranças e sentimentos não expressos. A mulher, descrita com "franja na testa", tenta esconder pensamentos que giram em torno do narrador, sugerindo uma intimidade silenciosa. Imagens como o cigarro clareando a madrugada e o quarto compartilhado reforçam a cumplicidade do casal. A repetição de "na beira do mangue, na beira da lama, na beira de Olinda" destaca tanto a precariedade material quanto a riqueza emocional daquele espaço. A menção ao disco de 78 rotações simboliza não só a nostalgia, mas também a repetição de emoções e a sensação de que a vida e o amor dos personagens giram em círculos, presos a um tempo que não volta mais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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