
Bobo da Corte
Alceu Valença
Crítica social e resistência em "Bobo da Corte" de Alceu Valença
Em "Bobo da Corte", Alceu Valença utiliza versos como “Nem todo o beijo é pecado / Nem toda fruta é maçã / Nem todo réu é culpado” para questionar julgamentos precipitados e generalizações. Essas frases simples, mas impactantes, mostram como as aparências podem enganar e alertam para a complexidade da verdade, especialmente em contextos de repressão. O uso de opostos e metáforas cotidianas serve para criticar padrões morais e sociais, refletindo o ambiente de injustiça vivido durante a ditadura militar brasileira.
O próprio Alceu Valença já afirmou que a música faz referência a uma pessoa injustamente presa e torturada durante o regime, mesmo sem envolvimento político. Isso dá à letra um tom de denúncia sutil contra a arbitrariedade e a perseguição. O título "Bobo da Corte" remete ao personagem histórico que, apesar de parecer ingênuo, era quem podia dizer verdades incômodas ao poder. Quando Alceu canta “Por isso eu exijo respeito / Por tuas palavras / Na boca da noite / Na boca do bobo da corte”, ele valoriza a coragem de quem se expressa mesmo em tempos difíceis, defendendo o direito à palavra e à diferença. O verso “teus olhos vermelhos / se vendo no espelho / e querendo voar” expressa o sofrimento e o desejo de liberdade de quem é oprimido, mas não perde a esperança. Assim, a canção mistura leveza e crítica social, usando imagens acessíveis para tratar de temas como injustiça, resistência e empatia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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